Arrependido, "Gato" da Copa São Paulo se emociona ao falar sobre o caso

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da stake casino: Depois de dar a primeira entrevista após a descoberta de que Brendon Matheus Araújo Lima era na verdade Heltton Mattheus Cardoso Rodrigues e que o atleta atuou como ”gato” na Copinha, Heltton foi até o programa ”Bate-Bola Na Veia” da ESPN Brasil falar pela primeira vez na televisão sobre o caso:

– Estava esperando a oportunidade certa para me retratar pela atitude que tomei. Ver minha imagem denigrida em todos os veículos de comunicação, até internacionalmente, me incomodou. Não agi de má fé, só queria ajudar minha família. Através do futebol eu conseguiria dar um futuro e uma velhice mais digna para os meus pais. Sabia que não era o meio correto, minha mente estava sendo dominada pela melhoria da minha família. Peço desculpas ao Paulista de Jundiaí e a torcida de Jundiaí. Terei a oportunidade de me retratar e retribuir todo o mal que causei a eles.Peço desculpas ao Paulista de Jundiaí e a torcida de Jundiaí.

Heltton foi questionado sobre como adulterou a identidade e admitiu que usou a carteira de identidade do pai para isso:

-Eu que tomei a decisão, não teve empresários e nem nada. Desde quando saí de casa e fui para o Ceará, estava com a identidade adulterada. Usei o documento do meu pai. Ninguém sabia disso.

Após isso, o agora atleta do Grêmio Osasco, que disputará a Série A3 do Paulistão, falou sobre como era a vida dele na Vila Catarina, em São Gonçalo (RJ) e como foi a reação de seus pais ao descobrirem o que ele fez:

-Eu já perdi muitos amigos para o tráfico pois era o mais próximo. A educação é diferente da situação financeira, pois quando os pais tem respeito e pulso, independente do dinheiro, você pode formar o caráter, e eu tenho o caráter de um homem. Eles sempre me colocaram no caminho certo. Meus pais se entristeceram demais, eles não esperavam isso de mim, do Heltton que morava no Catarina (Vila Catarina), em São Gonçalo. Eu não sou essa pessoa que a mídia está mostrando. Eu não sou bandido, eu não sou criminoso, eu só queria jogar futebol. Mudei meu nome, minha idade, minha identidade, mas não mudei minha essência pois isso não se muda.

Depois, Heltton pediu desculpas para todos os jogadores e ao treinador do Paulista de Jundiaí:

-Queria pedir perdão para o treinador Humberto. Ele é um homem de bem, independente de todas as minhas falhas, o Paulista de Jundiaí fez história, independente de mim, as outras peças também correram e abraçaram o que ele propôs. Nada do que eu falar aqui, vai amenizar a dor que um companheiro meu está sentindo agora. Eu quero pedir perdão, fiz isso para ajudar minha família. Na hora, não medi a consequência, tirando a vaga de outra pessoa que podia jogar.

O treinador do Galo entrou ao vivo e aproveitou para dizer que ficou decepcionado, mas que não o execrará e que Heltton tem um grande caminho pela frente no futebol:

-A situação foi ruim. Mas tem um caminho enorme para esse garoto, ele sabe disso, assim como os outros jogadores que trabalham comigo. Trabalho com formação e além de formar um jogador, formamos um homem. Eu não guardo mágoa nenhuma dele, nenhuma raiva dele. Entendo que ele não deve ser execrado, não devemos julgá-lo, e que merece mais uma chance. Fiquei muito decepcionado com ele, mas é um menino que merece mais uma chance e não tem que ser execrado.

Após a participação de Humberto, foi a vez de Vampeta, presidente do Grêmio Osasco Audax, participar e falar sobre o que o fez contratar o jogador:

-No começo da minha carreira também joguei a Copa SP, com o Vitória. Vendo as matérias, quando surgiu o problema do Paulista, em uma sexta-feira pela manhã. ”O menino está sendo tratado como bandido”, mas ele não é bandido. ”Eu vou ajudar esse menino”. Fui no dono do Osasco Audax, e ele deu total apoio. Falei com ele, com o pai dele, que ele errou. Com os companheiros de clube, com a comunidade, com o povo de Jundiaí, mas isso não quer dizer que ele é bandido. Terá contrato de dois anos, com tudo que um clube pode oferecer para seu atleta. Não compartilho com ”gato”, mas tive amigos que aumentaram a idade para jogar no São Paulo. Em meia hora de conversa com ele e com o pai, percebi que ele fez isso tudo por querer jogar futebol.

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